sábado, 19 de dezembro de 2009

Para alegrar o fim de semana!!!!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

ACERCA DA AUSÊNCIA DE DEUS

Por Caio Fabio


Quando um Filho nasce pela primeira vez a alguém, em geral, o pai ou mãe logo sentem medo de não conseguirem criar aquela criança.

Com o tempo a gente aprende que não é assim, e que não se corre o risco de matar uma criança a menos que se não a ame e deseje, do contrário, todo pai e mãe sabem como criar um filho, evitando assim que morra de inanição.

Depois surgem as angustias da educação, do estabelecimento de limites, e, sobretudo, a vigilância ante a suposta autonomia da criança, que, agora, por saber andar, julga que pode caminhar sozinha para todos os lugares.

Assim, na medida em que o tempo passe, as crises paternas vão mudando de contornos.

Sim! Até que se chegue ao tempo no qual o pai tenha que deixar o filho ir; e tenha que aprender a não mais interferir como um dia fez; e, além disso, tenha que aprender a crer que assim como foi com ele, o pai, quando ainda era filho, assim será também com o seu filho, até que se torne um homem em plenitude; e, assim, entenda seu pai.

Desse modo, chega o tempo quando já não se fala com os filhos todos os dias e nem o tempo todo quando se viaja.

Sim! Pois, os pais aprendem com os filhos na lembrança de como nós mesmos [os pais] sentíamos em relação aos nossos pais, na mesma fase da vida, quando éramos apenas filhos.

Bons pais são os que amam com senso de propriedade, sempre incentivando o filho a crescer para ser homem e pai; e, por isto, também sempre praticando a sabedoria que mede palavras e intervenções, a fim de que o filho aprenda as tarefas de um homem pleno, e, assim, fique preparado para as dificuldades da existência.

Ora, assim é Deus, assim é o Pai!

Quando éramos meninos as sarças ardiam, as colunas de nuvens nos seguiam, as torres de fogo iluminavam as nossas noites, os mares se abriam, as aves se entregavam a nós como refeição, as rochas nos serviam águas, os rios se abriam, as muralhas caiam, o sol parava, os exércitos inimigos viam anjos ao nosso lado, relógios atrasavam em nosso favor, águas viravam vinho, peixes assaltavam nossas redes, ventos e ondas fugiam de nossa presença subitamente, via-se Deus andando sobre águas ao nosso encontro.

Entretanto, quando deixamos de ser meninos, foi porque a Cruz nos emancipou, e, assim, tivemos que aprender a sermos filhos sem a presença do Pai como manifestação óbvia; e, por tal razão, tivemos de crescer a fim de sustentarmos um testemunho de ressurreição que somente nós mesmos vimos pela fé; e, mais que isto: que somente nós julgamos ter a importância das coisas essenciais, assim como um filho adulto sabe o que é essencial entre ele e seu pai.

... Até que se cresce para a percepção de que a presença do pai não é algo que acontece porque o pai esteja se manifestando como presente. Sim! Pois, possivelmente, um bom pai se torne melhor ainda para o seu filho depois que se vá do que enquanto esteja presente.

Pai cresce para se tornar uma presença invisível, porém, inafastável!

Meu pai se foi; porém, jamais irá; visto que se deixou em mim com tamanha força, que sinto todos os dias a sua presença de amor e sabedoria; e, eu mesmo, muitas vezes, sinto que vou assimilando a sua semelhança de modo involuntário; muito mais hoje do que quando ele estava ao alcance do telefone ou de uma viagem de avião.

Ora, assim é com o Pai!

Houve tempos em que sem Sua manifestação mais óbvia eu não O via; e, assim, chorava.

Hoje sei que Ele é e está. Sim! Sei que Ele vive em mim; e isto me dá liberdade sobre os dias e as horas, visto que em qualquer dia ou hora Ele vive em mim; e, por isto, sempre estou possuído Dele, até quando o vale é o da sombra da morte.

Hoje quase nunca os mares se abrem ou as aves se matam como comida para mim. O sol também não pára. Os rios precisam ser atravessados. Os exércitos se acampam e ameaçam; e a vitória é apenas não temê-los.

Quando Jesus chamou Deus de Pai, Ele também nos dizia que o caminho do homem com Deus é como o caminho de um homem com um pai que seja bom. Isto nos limites de cada coisa e conceito de bondade.

Quando a sopa ou suco escorria da boca de meu pai na UTI, e eu dizia: “Paizinho, perdão. Derramou!”; e ele apenas sorria e dizia com a boca torta: “É assim mesmo!” — eu não poderia imaginar que, naquela simplicidade, ele estaria me dizendo o que vale e o que é para um homem que deixou de ser criança faz tempo; pois, de fato, a gente cresce para aprender que é assim mesmo.

Ora, feliz é o pai que ensina isso e que vive para praticar o que professa. Afinal, assim fazendo, ele próprio emancipa definitivamente o seu filho.

Desse modo, a sutil presença do Pai, que, muitas vezes, é até interpretada como ausência, é um sinal de que é tempo de crescer.

Nele, que nos ama conforme o sentido de nossa vocação,

Caio

17 de agosto de 2008

Lago Norte

Brasília

DF

Via site Caio Fabio

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Momento "Jazz"....(22)

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Mv Bill - Só Deus Pode Me Julgar

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Da banalização do culto

Por Will


Em muita coisa a igreja atual está distante da espiritualidade vivida pela igreja primitiva. Da oração ao conceito e a valoração da Santa Ceia, tudo está muito destoante - tenho cá minhas dúvidas quanto à originalidade da igreja atual diante de tamanha disparidade.

Nas igrejas Católica Apostólica Romana, Ortodoxa e Anglicana, o culto é voltado, no todo, para os sacramentos. A igreja Anglicana ainda caminha em Cristo, mas de maneira claudicante, entretanto, como sabido, as igrejas Católica Romana e Ortodoxa, morreram em todos os seus aspectos litúrgicos e práticos - por isso a reforma. Porém, nas igrejas histórico-reformadas o culto verteu-se para a liturgia e, principalmente, para a pregação, contudo, quando olhamos estas comunidades, logo percebemos a morte da liturgia do culto, algo sem vida, que, em sua maioria, não move ninguém a nada, a não ser a um estado de monotonia constante (com raras exceções).

O movimento evangélico atual enveredou o seu culto para o eu. Das músicas cantadas à pregação, tudo está voltado para o umbiguismo evangélico-pós-moderno, é um tal de: "Olha pra mim"; "quero te ver"; "livra-me"; "socorre-me"; "abençoa-me" e etc.; o objeto do culto evangélico, a muito não é a pessoa de Jesus - isso porque julgamo-nos seus únicos servos na terra, os guardiões da tabula redonda divina.

No atual movimento pentecostal até a suposta busca desenfreada por poder nada mais é do que uma tentativa de gerar um alívio momentâneo das dores existenciais, bem como, produzir um sentimento de renovação do Espírito dentro do crente - algo que começa e morre no culto (pura superficialidade); sendo que o poder derramado em Pentecostes fez como que os crentes escapassem às barreiras do mundo, quais sejam: étnicas, culturais, religiosas, filosóficas ou políticas.

Segundo as instruções do Apóstolo Paulo aos Romanos (Romanos 12: 1-8), o culto (reunião em comunidade) nada mais é do que uma extensão da vida e não vise-versa; portanto, se os cultos estão mortos, frios ou seja lá o que for, isto deve-se ao fato de que as vidas daqueles que o fazem estão em estado de putrefação.

Ainda não sou a favor de uma nova reforma coletiva da igreja atual; penso que existem, ainda que poucas, igrejas (comunidades) que, com muitas dificuldades, vivem o "espírito" da igreja primitiva tanto no que tange ao culto como à práxis cristã.

Contudo, o movimento evangélico atual, este sim - independente de denominações ou confissões –, em seu espírito, está carente de uma reforma e se ela não acontecer urgentemente, ou ele morrerá - isso não quer dizer que deixará de existir, mas que estagnará - ou será, se já não o é, como a Igreja de Roma, mais um apóstata a ser combatido. É por esse motivo - e outros tantos - que tornou-se tão urgente a revisão da função da igreja enquanto instituição: Será que ela (instituição) tem servido como reduto da igreja de Cristo, ou tem sido mais um instrumento de Satanás, a fim de alienar a igreja do Senhor?

Em Cristo, que é o único alvo do culto,

Will

Via Blog Celebrai

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Você ama a Deus?

Por Ricardo Gondim

Você me perguntou se eu O amava. Sim. Não hesito: amo a Deus com o que me resta de força, intuição e siso. Confesso não compreender o significado real desse verbo. Como soletrar amor? Como posso amar quem nunca vi? O que conheço de Deus para dizer tal coisa? Para piorar, nada sei sobre o amor.

Mas meu amor por Deus, por algum motivo, se alastra em minha alma. Saí das formulações categóricas a seu respeito. Desdenho das descrições metafísicas de uma filosofia medieval, do rigor dos catecismos beligerantes, das lógicas fundamentalistas. Empolgo-me com Deus porque já não o percebo com objeto de estudo. Ele não está lá, em algum recôndito espiritual, transcendental, paradisíaco, nirvânico, esperando ser adulado, pesquisado, definido. Percebo Deus na vida, com tudo o que ela tem de beleza e de horror. Vejo Deus nos verdes matizados da floresta, no vigor dos mares, na poeira que a bruma espalha, nas mudanças bruscas do tempo. Eu o intuo também nos rostos sofridos, nas festas alegres, nas derrotas desesperadas e nos triunfos espetaculares.

Meu amor por Deus, não sei explicar, enraíza-se em minha alma. Quebrei as réguas legalistas da religião, elas sobrecarregavam meus ombros; eram jugos que me azucrinavam. Eu vivia com paranóia. Não o tenho como o Grande Olho, que tudo vigia e tudo cobra. Despedi o Deus intolerante com as inadequações, iracundo com os tropeços de homens e mulheres que, apesar de tudo, lutam pela vida. Diante de olhos paternos, tabus e interditos abrandaram, culpas infundadas e autocomiseração manipulada enfraqueceram. A religiosidade da sofreguidão empoeirou-se em minha alma. Rasguei as cortinas que só vazavam a luz mortiça de um mundo espiritual cruel. Adornei o tabernáculo da minha espiritualidade com vitrais coloridos. Convidei músicos. Recitei poesia. Quero transformar meu culto em festa.

Meu amor por Deus, com segurança, se intensifica. Aprendi que ele não é um títere. Tardei, mas aceitei que a história não está escrita e selada. Resignifiquei a liberdade como desafio para a responsabilidade. Voltei as costas para a Divindade que atropela, misteriosa, que esconde desígnios, que manipula fatos e que usa as pessoas para satisfazer projetos gloriosos. A linguagem hermética da teleologia, os paradoxos da teodicéia, o anacronismo da doutrina da predestinação sumiram da minha rede de sentidos. Sinto-me livre para relacionar-me com o Dançarino. Ele me convida para ser seu par na valsa do grande baile universal.

Meu amor por Deus, agora sei, tornou-se mais inspirado. Distancio-me de chavões, reluto contra os clichês que já usei para me convencer de convicções que nunca possuí. Ciente de meus sentimentos irregulares, eu me escondia na linguagem piedosa. Ah, como tentava ostentar o que não era. Assumi a fragilidade de minhas certezas. Engatinho na leveza dessa relação com o Amigo mais chegado que um irmão. Reconheço que em determinados momentos meu amor não passa de puro sentimentalismo - que também se mistura com militância e racionalidade. Sou assim, mas eu me sinto sinto liberto e feliz de saber que aprendo a amá-lo do meu jeito, sem despersonalizar-me.

Soli Deo Gloria

Via site Ricardo Gondim

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Caio Fábio responde Marco Feliciano.



Via Púlpito Cristão

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